Terça-feira, Novembro 03, 2009
Sábado, Outubro 31, 2009
ARCTIC MONKEYS – HUMBUG
Os sinais já eram evidentes em Favourite Worst Nightmare (2007), mas Humbug, o terceiro álbum dos Arctic Monkeys, escancara uma banda definitivamente amadurecida. Mas a culpa nem pode ser jogada apenas nas costas de Josh Homme: o dono do Queens of the Stone Age produziu a maioria das dez faixas, o que talvez explique as levadas mais sofisticadas de baixo e bateria, os riffs mais bem trabalhados, as guitarras saturadas. Curiosamente, os dois melhores momentos do disco não receberam o toque de Homme: “The Secret Door” e “Cornerstone”, balada lírica que melhor combinaria com o Last Shadow Puppets – o projeto paralelo do vocalista Alex Turner (cujo álbum foi produzido por James Ford, que também moveu os botões nas citadas faixas). Mas se houve uma evolução, ela claramente partiu dos próprios rapazes de Sheffield: basta ouvir Turner enfim cantar, com a voz sempre carregada de efeitos, elegância e ambições maiores. Até nos cabelos, quanta diferença. Parecia que os Monkeys poderiam passar a vida tocando na velocidade da luz e esbravejando sobre baladas maldormidas, mas o peso (da idade, da fama) enfim se fez sentir. Humbug passa longe dos ganchos memoráveis e da fúria teen que escorriam de Whatever People Say I Am, That’s What I Am Not (2006). É como se fossem bandas distintas, aquela que surgiu há quatro anos como “a salvação do rock” e a que se coloca de modo quase blasé nas impactantes “Crying Lightning” e “My Propeller”. Tanto refinamento é bem-vindo, mas também é sensível a perda de crueza, que, no fim das contas, representava mais da metade do charme do Arctic Monkeys. O caminho a ser percorrido agora é outro: fazer simples, pelo jeito, ficou fácil demais.
Marcadores: Arctic Monkeys, Humbug, Música, Rolling Stone
Domingo, Outubro 25, 2009
RÁPIDO & RASTEIRO
:: Quando anunciaram o lançamento do catálogo dos Beatles remasterizado, esperava ir comprando (no caso, recomprando, já que tenho as versões antigas) devagarzinho, uns CDs aqui, outros acolá, sem pressa. Bem, não agüentei. Já adquiri nove disquinhos dessa nova leva, incluindo a coletânea Past Masters, que ainda não possuía. Apesar de a qualidade sonora ser o grande atrativo dos discos (“Something”, para ficar num exemplo, ficou ainda mais sensacional), o que tenho gostado mais é das embalagens digipack, que dão um charme único a coleção. Essa nova geração MP3 pode não entender, mas não tem nada como pegar um CD novo, tirar da embalagem, colocar no player e conferir o encarte. Ah, e o cheirinho de novo...
:: Falando nisso... O Pearl Jam, desde Vitalogy, seu terceiro trabalho, vem trazendo seus discos empacotados em embalagens especiais. Mas, mesmo assim elas eram de um tamanho que poderiam facilmente ser colocadas no meu porta-CD, junto aos demais discos e suas embalagens comuns. Isso até agora. No novo disco, Backspacer, eles resolveram inovar, aumentando o pacote, que nem com todo o jeitinho do mundo vai caber no porta-CD. Fiquei puto! PUTO! E agora, vou ter que deixar esse CD em particular longe dos demais da banda. Bem, pelo menos o disco é melhorzinho que os recentes do PJ. Mas também nada perto de Ten, VS.,Vitalogy, No Code e Yield...
:: Assisti nessa semana ao episódio de estréia da nova temporada de House. E posso dizer que foi um dos melhores de toda a série. Por que isso? Porque é totalmente diferente da fórmula usada em 99,9% dos episódios até aqui. Nada de um caso inexplicável milagrosamente solucionado aos 45 minutos do segundo tempo, nada de pegadinhas com o “amigo” Wilson ou entreveros com a Cuddy. Nesse episódio duplo de reestréia vemos House internado para tratar, inicialmente, do seu vício em Vicodin. Mal humorado e anti-social, House aos poucos cede ao tratamento e até se permite um relacionamento com outros internos. Uma espécie de Um Estranho no Ninho. Se as mudanças que vimos aqui continuarem a serem exploradas, teremos uma temporada sensacional pela frente!
:: Tentei não levar em consideração a opinião do pessoal que leu as edições importadas (no caso, os scans), mas depois de 6 edições (a 7 já está em mãos, mas ainda não li) não tenho mais como negar: Invasão Secreta é uma merda! E das mais podres! A decepção é maior, pois os preparativos para a saga foram todos bem arquitetados pelo Bendis, mas quando chegou a hora da verdade, o autor se perdeu completamente, e contou (ou tem contado) uma história sem pé nem cabeça, sem ritmo e cheia de pancadaria non sense. Até o Linha de Frente, que funcionou bem durante a Guerra Civil e Hulk Contra o Mundo, se revelou outra merda. Nem as edições de Novos e Poderosos Vingadores, melhores que a trama principal, salvam o tal megaevento Marvel do ano. Pelo lado da DC, até que Crise Final parece interessante, pelo menos com o que se passou nas três primeiras edições, e do pouco que percebi das intenções do seu roteirista, o maluquinho do Grant Morrison. As duas edições especiais já lançadas, com A Vingança dos Vilões e a dobradinha Réquiem / O Testamento de Um Herói, são até melhores que a mini principal. Espero que o nível não caia ao decorrer da trama.Marcadores: Beatles, DC Comics, House, Marvel, Música, Pearl Jam, Quadrinhos
Domingo, Outubro 18, 2009
THE DEAD WEATHER – HOREHOUND
Férias é uma palavra que não faz parte do vocabulário de Jack White. Nem bem encerrou os compromissos dos Raconteurs, seu último projeto ao lado de Brandon Benson, ele se embrenhou numa nova empreitada ao lado de novos parceiros. E desta vez atacando de baterista/vocalista. The Dead Weather, sua nova banda, é composta por membros ilustres como Alison Mosshart (ou VV), do The Kills, nos vocais principais e guitarras, Dean Fertita, do Queens of the Stone Age, nos teclados e guitarras, e “Little” Jack Lawrence, seu parceiro de Raconteurs, no baixo. Horehound, primeiro álbum da trupe, traz em suas rápidas faixas toda aquela sonoridade rascante do rock de garagem (“Hang You From The Heavens” e “New Pony”, cover enfurecida de Bob Dylan) e o verniz blues que tanto marcou os primórdios de seu White Stripes (“60 Feet Tall”), com algumas pitadas de funk metal (“Treat Me Like Your Mother”).
Marcadores: Jack White, Música, Rolling Stone, The Dead Weather, White Stripes
Domingo, Outubro 11, 2009
BREVE NUMA BANCA PERTO DE VOCÊ
(clique na imagem para ampliar; agradecimentos a Marlo "The Batman" Sousa)Marcadores: Billboard Brasil, Música
Sábado, Outubro 03, 2009
BLEACH DELUXE EDITION
Marcando o 20º aniversário do álbum de estréia do Nirvana, a Sub Pop relançará Bleach em 3 de novembro próximo. Essa versão expandida em CD e LP duplo incluirá uma apresentação ao vivo inédita, embalagem especial e a primeira tiragem dos LPs será em vinil branco (assim como a primeira tiragem do lançamento original).
Originalmente gravado durante três sessões com o produtor Jack Endino nos estúdios Reciprocal Recording em Seattle, em dezembro de 1988 e janeiro de 1989, Bleach foi lançado em junho de 89 e permanece inequivocadamente o disco favorito do Nirvana na Sub Pop. O álbum vendeu inicialmente 40.000 cópias, mas veio para os holofotes após o sucesso de Nevermind, segundo disco da banda. Subsequentemente vendeu 1.7 milhões de cópias apenas nos Estados Unidos. Essa edição de 20º aniversário foi remasterizada a partir das fitas originais no Sterling Sound com a supervisão do produtor Jack Endino.
Essa versão incluirá uma apresentação completa da banda, extraída de um show no Pine Street Theatre, em Portland, Oregon, em 9 de fevereiro de 1990. O show traz performances de “Love Buzz,” “About a Girl” e a cover da música dos Vaselines, “Molly’s Lips”, e foi remixado a partir das fitas originais por Endino. O encarte do CD terá 48 páginas e o do vinil, 16, incluindo fotos da banda nunca antes vistas.
Blew
Floyd the Barber
About a Girl
School
Love Buzz
Paper Cuts
Negative Creep
Scoff
Swap Meet
Mr. Moustache
Sifting
Big Cheese
Downer
Intro (live)
School (live)
Floyd the Barber (live)
Dive (live)
Love Buzz (live)
Spank Thru (live)
Molly’s Lips (live)
Sappy (live)
Scoff (live)
About a Girl (live)
Been a Son (live)
Blew (live)
Sábado, Setembro 26, 2009
40 ANOS DE ABBEY ROAD
Exatamente hoje, 26 de setembro, Abbey Road, o clássico disco dos Beatles, está completando 40 anos de lançamento. Para você ver como o tempo é cruel, quando o álbum fez 20 anos o Nirvana estava lançando seu debut, Bleach. Agora é Bleach que tem 20 anos. Mas o papo agora é Abbey Road, já deve ter neguinho de saco cheio de me ver falar do Nirvana...Abbey Road, apesar de ser o penúltimo disco dos Fab Four, foi realmente o último gravado pelos quatro. Let It Be, o canto de cisne dos rapazes, foi gravado meses antes. Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr viviam um período de turbulência, e a gravação do disco seria uma tentativa de voltar aos bons tempos, com os quatro em estúdio tocando ao vivo. Mas a idéia não foi muito bem executada, com Paul com sua mão pesada, querendo tudo a sua maneira, e ainda um acidente automobilístico de Lennon o afastou de boa parte das gravações.
Mas apesar dos problemas de relacionamento, o resultado sonoro é fantástico. Duas das melhores composições de Harrison, “Something” e “Here Comes the Sun” estão presentes. A primeira, aliás, é considerada uma das melhores composições de todos os tempos. A dupla Lennon & McCartney não fica atrás. De Lennon são “Como Together”, “I Want You (She´s So Heavy)”, “Because”, “Sun King”, “Mean Mr. Mustard” e “Polythene Pam”. “Maxwell´s Silver Hammer”, “Oh Darling”, “You Never Give Me Your Money”, “She Came In Through The Bathroom Window”, “Golden Slumbers”, “Carry That Weight” e “The End” são composições de McCartney, enquanto Starr contribuiu com “Octopus Garden”.
O álbum foi produzido por George Martin, parceiro eterno e considerado um quinto Beatle, que teve como assistente Alan Parsons, que anos mais tarde produziria The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd. Entre as novidades técnicas, esse foi o primeiro disco gravado em oito canais, diferença que agora será devidamente conferida com a edição remasterizada do catálogo dos caras, a utilização do sintetizador Moog em diversos momentos, e foram feitas muitas sobreposições, como no solo de guitarras em “The End” e nos vocais de “Here Comes the Sun”.
O lado A é bem convencional, com músicas com duração normal, fechando de forma abrupta depois de mais de 7 minutos de “I Want You (She´s So Heavy)”. Já o lado B é recheado de vinhetas, medleys e canções inacabadas. “You Never Give Me Your Money”, por exemplo, é na verdade a junção de três composições diferentes. E o final, com “Golden Slumbers”/“Carry That Weight”/“The End”, é simplesmente apoteótico.
Ah, a capa, a CAPA! Analisando friamente ela é simples, mostrando os integrantes atravessando a rua onde fica o estúdio. Mas com o tempo, ela ganhou tanto em simbologia que hoje é considerada uma das mais clássicas da história do rock. Na foto haveria provas que Paul McCartney tinha morrido no acidente descrito da letra de “A Day in the Life” de Sgt Peppers, e que ele teria sido substituído por um sósia. As pistas estariam todas lá: o falso Paul descalço, como são enterradas as pessoas em algumas culturas; o cigarro está na sua mão direita, e o verdadeiro Paul era canhoto; a placa do carro estacionado na calçada mostra “28IF”, traduzindo, “28 anos se estivesse vivo” etc.
Juntando tudo isso, as inovações sonoras, os problemas de relacionamento, a foto de capa, o fato de ser a última vez dos quatro juntos em estúdio, e as músicas em si, Abbey Road entrou para a história como um dos grandes discos dessa que é considerada a melhor banda de todos os tempos, e isso não é pouca coisa...
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Sábado, Setembro 19, 2009
RAPIDINHAS SOBRE O US OPEN
:: O US Open já era meu Grand Slam de tênis favorito. Agora ganhou mais uma razão para ainda o ser: trabalhando, só tenho tempo, durante a semana, de assistir as partidas no final da tarde e a noite. Como o a diferença de fuso horário é curta, apenas uma hora, dá para ver uma quantidade razoável de jogos numa boa, diferente do que acontece nos demais Grand Slams.
:: Uma vez disse num fórum de discussão que um Grand Slam é melhor que uma Copa do Mundo. Neguinho, claro, fez piada. Agora me digam: na última Copa, quantas partidas foram realmente dignas de todo o hype que o evento traz? Duas, três no máximo? Pois é.
:: Devido às chuvas no últimos dias do torneio, as finais feminina e masculina só aconteceram no domingo e na segunda, respectivamente. Pelo lado das mulheres, a decisão foi entre a belga Kim Clisters e a dinamarquesa Caroline Wozniacki. A primeira tinha abandonado o tênis para se dedicar a família. Mais de dois anos depois, casada e com uma filhinha, ela voltou e participou do US Open como convidada, sem grandes expectativas. Mas ela foi vencendo suas adversárias, incluindo as temidas irmãs Williams, e chegou à final. Já a dinamarquesa, de apenas 19 anos, é um dos destaques da temporada, mas só agora chegava à decisão de um torneio desse porte. O jogo foi bem equilibrado, mas nos momentos importantes a belga se mostrou mais confiante, e venceu por 2 sets a 0. A entrega do troféu foi bem legal, com a participação da filhinha e com Wozniacki levando a derrota numa boa, algo raro no tênis feminino.
:: A final masculina foi uma verdadeira batalha de mais de quatro horas entre Roger Federer, sempre ele, e o argentino Juan Martín del Potro. O suíço começou a mil por hora, levou o 1º set, mas as coisas começaram a mudar no 2º, quando del Potro conseguiu levar no tie break. Federer não se abateu e venceu o 3º set, mas del Potro conseguiu forças para vencer mais uma vez no tie break do 4º e forçou um 5º e decisivo set. Ali ele mostrou garra de campeão e não deu brechas para o número um do mundo encaixar seu golpes. Levou o título merecidamente. Se fosse outro, tipo o Nadal, eu ficaria puto, mas vou com a cara do argentino, e Federer parece que não se chateou muito com a derrota. E fala sério, ele não tem que provar mais nada a ninguém, o que vier pela frente é lucro.
:: Infelizmente minha musa, Maria Sharapova, ficou no meio do caminho, sendo eliminada na terceira rodada pela americana Melanie Oudin, de apenas 17 anos. Ela ainda eliminou mais três russas, até ser parada pela Wozniacki nas quartas-de-final. Mas nem por isso se livrou de ganhar meu ódio eterno! Além da Sorana Cîrstea, de quem já falei há alguns dias, ver a veterana italiana Flavia Penetta, de 27 anos, mas que só agora ganha mais destaque no circuito, encheu meus olhos. E sem esquecer, claro, da finalista Carolina Wozniacki.
:: Para finalizar, três vídeos do US Open que entraram para a história. No primeiro, a prova de genialidade de Federer na semifinal contra Djokovic. Depois o chilique de Serena Williams depois de ser marcado um foot falt contra ela na semifinal, na hora do match point da adversária. E, por último, o chilique mais, digamos, comportado do Federer na final, discutindo com o juiz sobre o desafio do chamado hawk-eye.
Marcadores: del Potro, Federer, Penetta, Sharapova, Sorana Cîrstea, Tênis, US Open, Wozniacki
Domingo, Setembro 13, 2009
YOU TUBE NEWS: PETE YORN & SCARLETT JOHANSSON - RELATOR AO VIVO
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Sexta-feira, Setembro 11, 2009
KASABIAN – WEST RYDER PAUPER LUNATIC ASYLUM
O Kasabian, grupo inglês capitaneado pelo vocalista Tom Meigham e pelo guitarrista Sergio Pizommo, vem se mantendo firme no cada vez mais volátil universo do rock do século 21. O bem-sucedido lançamento de estréia, chamado apenas Kasabian (2004), foi saudado na época como uma atualização da sonoridade da virada das décadas de 80 para 90, notadamente o “Madchester” de bandas como Stone Roses, Happy Mondays e até Primal Scream. O segundo trabalho, intitulado Empire (2006), não foi lançado no Brasil, apesar de eles terem sido atração no festival Planeta Terra, em 2007. Assim chegamos a West Ryder Pauper Lunatic Asylum. O terceiro disco acrescenta uma certa psicodelia ao rock com bases eletrônicas que eles costumam praticar. Para a produção desse novo trabalho, foi chamado Dan The Automator (Gorillaz) para dar um auxílio caprichado aos rapazes. Como destaque, “Underdog” soa como a fase Xtrmntr do já citado Primal Scream, com um pouco mais de groove. “Where Did Our Love Go” é boa para as pistas; “Fast Fuse” é seguramente a mais roqueira do álbum. Já “Take Aim” é para cantar junto. “West Ryder Silver Bullet” tem orquestrações e a participação da atriz Rosario Dawson. A última faixa é “Happiness”, a balada que tem alguma coisa de Rolling Stones, mas que na verdade lembra muito Oasis (de quem eles têm aberto alguns shows na última turnê).
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Segunda-feira, Setembro 07, 2009
JUSTIFICANDO O INJUSTIFICÁVEL (E SORANA CÎRSTEA!)
- Trabalho, trabalho e mais trabalho;Poderia dizer que brevemente as coisas entrarão nos eixos e o volume de posts voltará ao nível de outrora. Mas seria mentira. Provavelmente apenas em maio próximo, quando termina meu contrato com o IBGE, as coisas se normalizarão por aqui. Veremos.
- Estou meio de saco cheio da internet. No máximo entro, confiro e-mails, deixo algo baixando e coloco uns sons para ouvir. E saio da frente do monitor;
- Está rolando o US Open, o último Grand Slam de tênis do ano. E o pouco tempo livre que tenho passo em frente à TV assistindo às partidas do torneio.
Como falei de tênis, e para dar um pouco de substância ao post (if you know what I mean), fotos da Sorana Cîrstea, romena de apenas 19 aninhos que é a mais nova musa do esporte. A garota é um verdadeiro pitel!
Até a próxima, só não sei quando...
Ao som do álbum Get a Grip, do Aerosmith
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Domingo, Agosto 23, 2009
CALL ME CRAZY...
Em tempos de música digital, MP3, MP4, iPOD etc, onde as novas gerações nunca entraram numa loja de discos e mal sabem como é o encarte do álbum de sua banda favorita (pelo menos até surgir um novo hype), fiz algo que vai contra toda essa maré: comprei CDs que já tinha em minha discoteca.
Já há algum tempo planejava adquirir as versões importadas dos CDs do Nirvana. Os meus discos, apesar de cerca de 15 anos de uso, continuavam em bom estado, sem arranhões nos disquinhos ou amassados nos respectivos encartes. Mas meu lado fanático falou mais alto, e com uma graninha extra sobrando, não perdi tempo e encomendei na London Calling os três CDs de estúdio da banda, Bleach, Nevermind e In Utero, mais a coletânea de raridades Incesticide. O meu Unplugged in NY já era importado, assim como os boxes Singles e With The Lights Out (esse nem existe em versão tupiniquim mesmo), e não vejo necessidade em adquirir novos From the Muddy Banks of the Wishkah, Sliver – the Best of the Box e a coletânea que leva o nome da banda (aquele da capa preta e contendo a até então inédita “You Know You’re Right”).
Os CDs pouco diferem dos seus similares nacionais. Todos eles têm uma arte estampada no disco, Nevermind tem uma faixa extra (“Endless, Nameless”, presente também no single de “Come As You Are”), o In Utero americano não contem o bônus “Gallons of Rubbing Alcohol Flow Through the Strip” e a capa de Bleach não tem o letreiro verde de outrora. Aliás, tenho que adquirir a nova versão comemorativa de 20 anos desse último, recém lançada. Quando sair o DVD com a apresentação do Nirvana em Reading, faço uma feirinha e compro ambos.
Abaixo, fotos ilustrativas para comparação, incluindo os vinis, uns dos poucos que não me desfiz com o advento do CD.
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Sexta-feira, Agosto 21, 2009
VERTIGO (E WILDSTORM) PELA PANINI!!!
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Domingo, Agosto 02, 2009
4 MESES, 3 SEMANAS E 2 DIAS
Estreou ontem no Cinemax 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, filme romeno de 2007 vencedor da badalada Palma de Ouro em Cannes. O filme mostra a jornada de duas estudantes da Romênia comunista (a história se passa em 1987) na tentativa de fazer o aborto de uma delas.
Diferente do também ótimo Juno, com temática semelhante, mas que trata o assunto de uma maneira mais suave, embalado numa bela trilha sonora indie, 4 Meses... não faz concessões, é pesado do começo ao fim, fato que o tom quase documental, com planos longos e sem trilhas para “preparar o clima”, deixa tudo ainda mais intenso.
Esse estilo do diretor e roteirista Cristian Mungiu faz destacar o trabalho dos seus atores, principalmente o da personagem Otilia, vivida por Anamaria Marinca (atenção na longa cena do jantar, ímpar!).
Não é o típico filme para assistir comendo pipoca ou com a namorada do lado (até porque há o risco dela querer discutir a relação depois do filme, hehe) nem esperar por um entretenimento para se desligar do mundo por duas horas. Mas se isso não for problema para você (não foi para mim), assista sem pensar duas vezes, pois vale muito a pena. Pois é, não é só gibi que a Romênia tem a oferecer...
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Sábado, Agosto 01, 2009
OS INCOMPREENDIDOS
Os Incompreendidos (Les 400 Coups no original) é o primeiro longa-metragem do diretor François Truffaut, um dos grandes nomes do movimento que ficou conhecido como a Nouvelle Vague francesa. Lançado no distante ano de 1959, o filme narra a vida de Antoine Doinel, um adolescente problemático vivendo em Paris. Doinel cabula aula, faz pequenos furtos, mente sobre a morte da mãe para escapar de um castigo no colégio, foge de casa e acaba sendo enviado para um reformatório juvenil.
A película revelou-se autobiográfica, já que Truffaut, também roteirista da trama, teve uma infância bem parecida com a do protagonista, com problemas na escola e com os pais, aplicou pequenos golpes e também teve sua temporada num reformatório.
O diretor voltou ao personagem Antoine Doinel em mais quatro ocasiões, nos filmes Beijos Proibidos, Domicílio Conjugal e O Amor em Fuga e no curta-metragem Antoine e Colette, sempre com o ator Jean-Pierre Léaud interpretando o protagonista através dos anos, mostrando uma sintonia raríssima entre diretor, ator e personagem.
Os Incompreendidos tem uma história simples, mas mesmo assim não deixa de ser perfeito e sensacional. Uma ótima pedida para quem quer fugir um pouco do cinemão blockbuster americano.
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Domingo, Julho 19, 2009
DISCOTECA BÁSICA

O ano de 79 dividiu muitas águas. Ao mesmo tempo em que o punk pedia para alguém desligar os aparelhos na UTI, a disco music mostrava níveis nunca antes alcançados de manipulação estúdio e aproveitamento máximo de tecnologia (tanto para o bem como para mal). Era a vez dos anos 80: céticos, profissionais, estilosos e obcecados com a imagem. Como seria o pop dessa década? Super produzido, sem vergonha de ser "um produto" e polivalente: não bastava música, tinha que ter bom clip, uma roupa legal, dançar bem, fazer um show mega etc.
Quer dizer, o fim da atitude artística e música em favor da grana e da imagem? Nem tanto. É aí que residia a autenticidade desse novo pop, que acabou levando esses conceitos à categoria de arte.
Se isso acabou sendo bom ou ruim é história para contar outro dia, mas isso era reflexo natural do estágio de então na música pop: uma tentacular indústria triliardária amparada por ultratecnologia, tanto no estúdio como na promoção de artistas, como provaram os símbolos da década de 80: Duran Duran, George Michael, Janet Jackson, Whitney Houston, Madonna e - claro - Michael Jackson.
Foi ele, em Off The Wall, que lançou marco zero deste novo conceito. Aperfeiçoou tudo em 83, com Thriller (só lembrando, disco mais vendido da história), mas a semente já estava em Off The Wall, em que se apresentava como um artista que compunha, cantava, dançava, atuava em clips superproduzidos e lançava álbuns ultra-bem feitos e cheios de hits.
Michael já vinha ensaiando seus passos solo desde 72 com hits como "Ben" e "Got Be There", mas sem assumir isso full time. Com a consolidação do sucesso do grupo Jackson 5 , Michael ia amadurecendo e as coisas começaram a mudar de figura. Em 76, a Epic comprou o passe dos Jacksons da Motown. Fizeram dois contratos: um para o grupo que virou The Jacksons e outro para o jovem Michael. Era consenso de que os irmãos reunidos eram bons, mas quem ia render mesmo a longo prazo seria aquele moleque pródigio. A Epic tratou de cuidar para que seu estouro solo fosse certeiro.
Para a produção foi chamado o maestro Quincy Jones, multiinstrumentista, arranjador e gênio de estúdio, com um currículo de bandleader, jazzista, compositor de trilhas e produtor de soul.
Os músicos do disco foram pinçados entre a nata das chamadas "feras de estúdio" da época (como o baixista Louis Johnson e o tecladista Greg Phillinganes). Paul McCartney e Stevie Wonder contribuíram com duas baladas, "Girlfriend" e "I Can´t Help It", respectivamente. Jones ainda recrutou um colaborador que se mostrou essencial para o resultado final: o inglês Rod Temperton. Líder da banda de disco Heatwave (que fez "The Groove Line"), Temperton tinha o dom de unir ritmos matadores com refrões infalíveis, sempre com um efeito sonoro grudento. Acabo escrevendo "Rock With You", "Burn This Disco Out" e a faixa-título. Para ajudar na imagem "já-é-um-homenzinho" do disco, Michael co-produziu três faixas: "Don´t Stop ´Til You Get Enough", "Working Day And Night" e "Get On The Floor".
Off The Wall saiu uma coleção sem falhas, fluente, de pop disco e baladas soul pop. "Rock With You" entrou na minha lista de melhores singles de todos os tempos pela virada de bateria que abria a faixa, pelo clima dos violinos e pelo fato de que quando você achava que sabia como era a melodia, ela tomava um novo rumo, mais cool, até cair num solo de teclados simulando sopro. "Working Day And Night" abria com uma percussão rapidinha e um loop de alguém ofegando que não devia nada a equivalentes atuais feitos com samplers. "Girlfriend" mostrava que Michael sabia jogar com economia uma voz doce numa balada, sem melar o resultado. O disco estabeleceu a figura solo de Michael Jackson, rendeu hits mundiais e vendeu mais de dez milhões ao redor do mundo, E fez jus ao clichê número um dessa seção: "Depois dele, o pop nunca mais foi o mesmo".
Performance:
Lançamento: 1979
Produção: Quincy Jones
Faixas:
"Don´t Stop ´Til You Get Enough"
"Rock With You"
"Working Day And Night"
"Get On The Floor"
"Off The Wall"
"Girlfriend"
"She´s Out Of My Life"
"I Can´t Help It"
"It´s The Falling In You"
"Burn This Disco Out"
Notas:
:: O álbum chegou em terceiro na parada americana, na qual figurou por 169 semanas
:: Dois singles em primeiro lugar: "Don´t Stop ´Til You Get Enough" (que deu a Michael o Grammy de melhor vocalista de r&b) e "Rock With You", sendo que "0ff The Wall" e "She´s Out Of My Life" também chegaram ao Top Ten
:: Jackson foi o primeiro artista solo a ter quatro singles de sucesso em um álbum, recorde batido por ele mesmo, com Thriller
:: Escrita por Paul McCartney, "Girlfriend" chegou ao 41º lugar da parada britânica, onde já constavam os singles "Don´t Stop...", "She´s Out Of My Life" (ambos batendo no terceiro posto) e "Rock With You" (sétimo lugar). Off The Wall chegou ao Top Five entre os álbuns
Sexta-feira, Julho 17, 2009
UMA IMAGEM VALE MAIS...
Scarlett Johansson na pele da Viúva Negra, em Homem de Ferro 2, filme que tem estreia marcada para 7 de maio de 2010. Depois dessa imagem, alguma dúvida que será um filmão?!Marcadores: Filmes, Homem de Ferro, Marvel, Quadrinhos, Scarlett Johansson, Víuva Negra
Domingo, Julho 12, 2009
BIZZ: MAIS UMA RESSURREIÇÃO?!
Pegando carona na morte de Michael Jackson (já que todos estão fazendo isso, né?), a editora Abril lança uma edição especial dedicada ao rei do pop com a marca Bizz. Será que ela volta (tô falando da revista, meu; MJ já foi faz tempo, há uns 15 anos pelo menos)? Será que a Abril dará uma nova chance a publicação? Será um teste de mercado? Ou estão apenas tentando faturar um extra com o defunto? Aposto mais nessa última, infelizmente. Ah, tá custando R$ 14,95, vai encarar?!Marcadores: Abril, Bizz, Michael Jackson, Música
Segunda-feira, Julho 06, 2009
HE DID IT AGAIN!
Com o anúncio da desistência de Nadal, parecia mais que certo que ninguém tiraria o título de Wimbledon de Roger Federer. E assim foi. Ontem, domingo, após uma maratona de quase quatro horas e meia, Federer bateu o americano Andy Roddick por 3 sets a 2. O jogo foi equilibradíssimo, principalmente levando em consideração que Roddick é freguezaço do suíço. Na partida toda tivemos apenas três quebras de serviço, devido, principalmente, aos bons saques por parte de ambos os tenistas (Federer fez 50 aces, contra 27 de Roddick). O 1º set foi do americano, ao quebrar o saque do adversário no último game, fazendo 7/5. Roddick estava a um ponto de fazer 2 a 0 no tie break do set seguinte, mas Federer se recuperou e empatou a partida. O terceiro também foi para o desempate, com Federer fazendo 7/6. Quando tudo indicava que Roddick entregaria os pontos, veio sua reação, ao quebrar o saque do oponente e fechando o quarto set por 6/3, forçando um quinto set. E o quinto set em Wimbledon é longo, não tem tie break, ou seja, só termina quando alguém quebrar o serviço e ter dois games de vantagem. E o de ontem foi longo, ah, se foi! Só no trigésimo (isso mesmo, 30º!) game Federer finalmente quebrou o saque de Roddick e fez 16 a 14, terminando uma partida primorosa, daquelas que ficarão para a história. Para a história porque foi um jogão, porque foi a final mais longa da história dos Grand Slams em número de games, 77, porque foi o 6º título de Federer na grama sagrada de Londres, porque agora ele é o maior vencedor de Grand Slams, com 15 títulos, porque o suíço voltou ao posto de número um do ranking. E porque está cada vez mais certo que Federer é o melhor tenista de todos os tempos. Não tem neguinho estufando o peito ao dizer que viu Pelé jogar? Bem, eu estou vendo o Federer jogar, e estou estufando meu peito nesse exato momento.COVER STORY



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